Rapazes e raparigas aprendem de forma diferente?
Para maior clareza, os psicólogos às vezes distinguem as diferenças de género - relacionado com papeis sociais, das diferenças de sexo - relacionado à fisiologia e anatomia.
É preciso entender ambas para melhor compreender as diferenças entre rapazes e raparigas.
Fisicamente, e por comparação, os rapazes tendem a ser mais ativos do que as raparigas e, por isso, mais inquietos se tiverem de ficar sentados por longos períodos. São por isso mais propensos a responder de forma física (agressividade) perante uma frustração.
Importa:
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O facto de haver menos oxitocina no cérebro masculino faz com que os rapazes tenham brincadeiras mais bruscas e "agressivas" (jogar com brinquedos bélicos; fingir lutas...). Por outro lado, as raparigas estão mais predispostas à negociação cooperativa.
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Relacionado com baixos níveis de oxitocina, os rapazes têm dificuldade em ficar "quietos" para ouvir o professor, pois são impelidos pelo movimento (cinestésico) durante o processo de ensino/aprendizagem.
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No cérebro dos rapazes são encontradas mais áreas dedicadas às forças espaciais-mecânicas, enquanto que nas raparigas é geralmente encontrado um foco no processo verbal-emotivo.
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Geralmente, as raparigas são menos impulsivas, permitindo que se concentrem mais - leem e escrevem mais cedo do que os rapazes.
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O cérebro dos rapazes precisa de mais momentos de descanso num dia escolar. Os rapazes precisam de períodos de descanso antes de se envolverem novamente na aprendizagem.
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O cérebro dos rapazes está programado para se concentrar em tarefas únicas, enquanto que as ligações neuronais das raparigas demonstram predominância na multitarefa.
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Já com 4 dias de vida, as raparigas tendem a estar o dobro do tempo dos rapazes a manter contacto visual com os adultos. As ligações químicas cerebrais do córtex visual do rapaz e da rapariga é já diferente aos 4 dias de vida...
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Aos 4 meses os rapazes são menos propensos, que as raparigas, a conseguir distinguir entre alguém conhecido e um estranho. No cérebro, tanto os centros de memória como as ligações espaço-mecânicas já funcionam de forma diferente entre os sexos.
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Bebés rapazes são, geralmente, mais propensos, do que os bebés raparigas, a ficar mais tempo durante o dia a olhar para objetos a moverem-se num espaço (mobile suspenso). Já as bebés raparigas são mais propensas a desviar o olhar para os seus cuidadores/pais/educador.
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Na infância, as raparigas prestam mais atenção às palavras dos seus cuidadores/pais/educador. No cérebro, o centro verbal desenvolve-se primeiro nas raparigas que nos rapazes.
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Devido ao elevado nível de oxitocina, as raparigas criam laços com objetos, com os quais os rapazes apenas utilizam como ferramentas de aprendizagem.
Novas pesquisas científicas concluem que apesar de todas as crianças serem únicas e individuais, e apesar de todos estarmos constantemente a aprender novas competências e a desenvolver novos modelos de comunicação, o género no cérebro humano não é plástico - ser RAPAZ ou RAPARIGA não é uma nova competência a aprender.